Virgulino ferreira, de alcunha lampião Foi o rei do cangaço aqui neste sertão Matador implacável eximio atirador Ao punhal e parabelum jurou eterno amor E compos canções p’ros cabras dançar E pelos sertões vivia a cantar Acorda Maria bonita Levanta e faz o café Que os macacos do governo Já estão de pé Odiado e querido assim ele viveu No reino da caatinga que a justiça esqueceu Eu já fiz mil perguntas mas ninguém respondeu Quem foi que realmente lampião acendeu? Pois o capitão, aceso ficou E por sua mão uma nova lei vogou Era uma roda de fogo Que aos coronéis assombravam E pra não viverem de lutos Impostos pagavam Pra ele não importava morrer ou matar Pernambuco e Bahia, Alagoas e Ceará Rio Grande do Norte lampião enfrentou Foi tanto tiroteio que o sangue encharcou O nordeste então que só acalmou Quando lampião enfim apagou Sergipe fazenda angicos Brasil a fora correu A noticia que ali Lampião morreu Essa é a história do governador do sertão!