Nasci nos pagos sulinos, sou filho de campeador Mas trago amor pela arte, e a sina de cantador Em cada lugar que chego, meu verso chega primeiro Trago o Brasil na garupa, no meu cantar galponeiro Em cada canção que canto, eu vou mudando de assunto E sempre que eu abro o peito o Rio Grande canta junto Eu canto as lidas de campo, também as dores da alma O meu maior pagamento, é o povo batendo palma O canto dos passarinhos, a fé, as matas e os rios E a história que foi gerada, no grito de algum bugio Em cada canção que canto, eu vou mudando de assunto E sempre que eu abro o peito o Rio Grande canta junto Meu canto fala dos mates, irmanando continentes Das noites enluaradas, de geadas, chuvas e enchentes Fala de cusco e cavalo, tropéis e voz de clarim Eu me arrancho em cada verso, pois fazem parte de mim Em cada canção que canto, eu vou mudando de assunto E sempre que eu abro o peito o Rio Grande canta junto