Eu "tava" sem fazer nada E um primo meu meio louco Não se falando sério, Não sei se prá fazer pouco Me convidou para ir num tal de Planeta Atlântida, Nem te conto, que sufoco. Conhecer outros planetas Vontade sempre me dá Já mandei até bilhete pra um marciano me buscar Porque no campo onde eu moro Não tem condução pra lá. Chegando no tal Planeta, Eu até fiquei contente Por ver que o povo de lá até parece com a gente Tem zóio, nariz, zoreia e a boca Cheia de dente. O meu primo que usa brinco Se entreverou no banzé, Todo mundo corcoveando Batendo as "mão" e os "pé" Quiseram me botar brinco, e eu disse: Tá me estranhando, sou "home", não sou "muié". Um magro disse pra mim: pô e eu disse pô Eu falei que o planeta dele é quase igual de onde eu sô E o magro disse pro outro: A pinta aqui "viajô". Um me pediu erva e eu não sou de qualquer porquera Fui na mala de garupa e peguei uma da palmeira Cadê tua cuia, tua bomba e tua chaleira O magro cheirou minha erva e disse: Tá por fora, se não entra na minha porque não vai embora. A gente aqui não aceita grosso de bota, bombacha e espora. Eu fiquei meio chateado mas não levei muito a mal Não gostei do tal de rock como fundo musical Prefiro o violão do Paulinho ou a gaita do Monteiro Pra "dizê" um verso bagual. Nisso passou uma guria "muy" linda, de mini saia Me olhô de alto a baixo com os "óio" assim de lacraia To tri a fim de ti cara, vamo lá na minha "baia" Mas minha mãe me avisou: Filho não se comprometa Te cuida com a tal de "AIDS" que é uma praga no planeta Falei isso pra guria, ela ficou uma cobra Sai daqui pinta careta, o jeito foi ir saindo Com gosto de sal. Por sorte encontrei um grupo de freio, rédea e buçal Que era a companheirada que vinha na cavalgada, Percorrendo o litoral. Adeus Planeta Atlântida, vou voltar pro meu planeta "Pro" meu cavalo, meu cusco, meus bois e minha carreta "Ovelha" não é pra mato e quem não pode não se meta