No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra Porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás Eu não sei da onde eu vim e nem sei pra onde eu vou O futuro é incerto e ainda nem sei quem eu sou Desconstruído sem passado, sem trajetos anteriores Com o coração na mão na busca de alguns amores Não sou raso nem profundo, sou carbono no espaço E cada passo sem orgulho, sou colono do madraço Escolhas feitas eu já tenho, coisa que chamo destino As opções são variadas, tipo as pedras no caminho A realidade é nua e crua, vã e escamoteada E infelizmente por alguns ainda é ignorada Essencial a vida, eu sou a terra no papel Parecido com a água que é rara mas cai do céu Para alguns falo demais e as Crises são reais Tipo umas econômicas ou existenciais Minha ipseidade altera a vida de algum jeito Como cada sentimento que adentra o meu peito Não sou devoto, nem herege, muito menos um fanático Só tô querendo entender o que invade o meu espaço Faço o que tenho que fazer sigo os planos do asceta Mas ninguém conhece ainda o outro lado da faceta Sou apenas um ser néscio, vagando no vazio Fugindo das cobras que possuem toque macio As raízes da sanidade deixo longas com prazer E sem muitas delongas um amplexo pra você