Imerso na escuridão das palavras de ordem Eu juro que não me assusto Nem quando macacos me mordem E num fluxo constante de inquietações perplexas Metas, batidas, afogado em boom baps sintéticas Eu ainda não encontrei meu caminho em meio a escuridão O mar é para sempre meu eterno vilão De timoneiro, hoje me conformo como imediato Pois para mim as melhores coisas da vida vem rápido. Com tantos tritões, arpões, desilusões Ainda caminho de braços abertos em frente aos leões Não... Não sou décimus, mas certo sou máximus Com a espada degolando os de cérebros flácidos E sem ninguém entender os emails que envio inteiros Jogo tudo a bombordo com o medo à escanteio E de repente me encaixo com aquelas ondas abaixo E meu fluir se acerta com o impacto ao casco Nunca quis ser diferente, nunca soube ser igual Indecisão, no entanto, é sempre um erro fatal Prefiro o spot apagado, deixa o back de lado Vim te levar pra viajar sem tu ter nada apertado Caravelas que velam os corpos de cada velha Lembrança que fica sempre que zarpo de terra Arriscar é meu forte só que meu fraco é perder Deixo as lágrimas rolarem sem me arrepender O tempo é construção, nunca perdi nem ganhei Suscitei inquietos, depus e depois fui rei Se serei tudo aquilo que esperam de mim Errado é quem espera, eu só fiz porque vim E se você tem emoção pra curar as feridas Me dá teu coração pra eu rimar nas batidas Eu, vivo só de me perder e me achar, eu Sou timoneiro, sempre dono do mar, eu Não sei se guio ou se vou por ae Iço as vela e pego no leme pra depois ver no que dá No que dá? Nada. Se quer paz? Nada Homem ao mar, se tubarão pegar, água gelada Impossível entender cada passo dado na vida Mas eu só tava procurando a saída Esquece tudo que te ensinaram de novo Aqui é a Matrix, te isolo do povo NiggasNerds, Mamute, alegoria, me escute Subversivo e certo, diarreia de Yakult É foda, eu vou mais longe do que nego alcança Tão enrolados que não pegam quando eu jogo a trança São tantos seguidores, mas ninguém pensa bem Se pensasse iam ver que não é pra seguir ninguém Eu, quero que você só tente se achar Eu, sou um bússola no meio do mar Eu, eu só aponto pro que você quer ver Mas nem sempre o querer é o que tu tem que fazer Devaneios erráticos, eu e problemas sintáticos Rimo proparoxítonas, um ser sorumbático Reticente, frequente, contundente na mente Repetitivo demais ficar fechando com ente Falo de mim quando posso, dos outros só quando devo E quando bato transformo qualquer eco em Evo Jogo palavras e vidas, entre entrada e saída Remoto como o controle é o o que me liga a Midas Sem 9 milímetros, preferi 35 Mas eles fazem por onde pra matar meu afinco Ninguém me entende, não sei se posso culpá-los Eu não vim com manual de Malaka ou Mahalos Aloha fica ou vai, eu só vivo a jornada Em meio a tantos mares e oceanos eu não fico com nada Quebrada? Eu vim aqui pra consertar Mas meu concerto só começa quando o mundo quebrar. E por algum motivo, sem explicação O mar novamente se inquietou Em pressão comparável a pior de todas as tempestades Ah, as vaidades sempre foram minha maior maldade Deixo as nuvens abrirem e me fazerem subir Mas de repente se fecham e me deixam aqui A chuva caía e reparei que devia viver Por mais que todos dissessem o contrário Nunca vivi pra receber salário Estou aqui pelo motivo que estive E estarei pra sempre: Quando todos se afogarem Eu serei o único sobrevivente