Me sinto tão desnorteado Quando ao teu lado Sobra espaço pra eu chorar Na fuga de um louco beijo Como em teu desejo Eu tentasse me agarrar Me sinto tão reconfortado Quando ao teu colo Vejo a noite adormecer Feito um louco ancorado Sem ter nada pela frente Sem nada a perder Vez em quando sou o teu pecado bruto E num susto vejo amor Das mãos me escapar Nada como um dia após o outro Pra eu te conquistar Teu veneno menos ávido Sabe o momento certo pra se destilar Gosto quando o botão da tua blusa Insinua um sinal verde Pra eu te devorar Guardo teu sabor na língua Com requintes de paixão Me deixo seduzir Quantas primaveras tenho que esperar? Pra deixar o peito aberto, E não me machucar?