Diante da janela aberta, Mergulhado em pensamentos, Reviro quadras desertas Na rua dos cataventos*... O verso que brota, puro, Feito vida interiorana... É raio de sol, no escuro, Na inspiração de quintana. Esse alquimista da rima Aprendiz de feiticeiro*, Joga, pra nós, lá de cima, Luz que acende o pago inteiro. Refrão: A pena sangra em poesia Nas mãos do velho-menino, Sem fardão de academia Nos corações tem seu ninho E pousa, com nostalgia, Nas asas de um passarinho. As fadas, os querubins, As borboletas, por certo, E até o sabor dos quindins. Vive em seus livros abertos... Para os corações doridos, Do sonho para o papel... Trouxe sapatos floridos*... No ofício de menestrel. Então, por todos os cantos, Do alegrete à capital, No seu baú de espantos*... Há um relicário imortal. “... Podos passarão, eu... passarinho!”