Hugo, um indiozinho lá do Alto Xingu Um dia foi sozinho pescar pirarucu Se perdeu no rio, foi parar no alto-mar Depois de uns sete dias, tava no Ceará Foi dançar forró, mas do forró não gostou Aí, do Ceará se mandou pra Salvador Bugre Hugo é porreta Dança carnaval e micareta Bugre Hugo, muito esperto Gosta de dançar, mas só no lugar certo Hugo em Salvador não se deu bem, camará! Não tinha dinheiro pra comprar o abadá Aí foi pra Vitória, arriscou, se deu mal Então veio pro Rio pra brincar o carnaval Mas quando se deu conta era Sapucaí Programa de índio, me tira daqui Bugre Hugo, quem diria? Escondido pela alegoria Bugre Hugo, muito esperto Gosta de dançar, mas só no lugar certo Hugo, deprimido, pelo Rio a vagar De repente ouviu um som bem peculiar Som contagiante, eletrizantes metais Samba com orquestra, balançando os casais Bugre Hugo então incandesceu e explodiu Só volto pro Xingu depois do ano 3 mil Bugre Hugo, muito esperto Gosta de dançar, mas só no lugar certo Bugre Hugo é um gênio Esse bugre é o bugre do milênio