O caminho das fadas É o caminho do credo É o engano das máscaras De quem tu veneras O carinho das farpas É aconchego imenso Eu sou abastardo Não condizente Honey, não sinto seu gosto Gasto rindo do vento Aprecio seu gosto O pavor de ser eu mesmo culpa de efeito Desculpa e te querem dentro dele O amor se compara a uma roda de base Solta que volta, da umas voltas Se não voltar na certeza morreu Só que as vezes fica uma ponta E as cinzas de quem fomos Pontas transmutam pedaços Restos são rastros de do como perdemos A ignorância matou o amor Mas meu amor, sou ignorante Não permiti ser educado Falo o que penso e como isso pesa Não tem escape esse cárcere As vezes liberta minha alma As vezes eu penso no quarto do passo Pisando em cacos do compasso Perdendo pra guerra, afiando a espada amassada Sofia me odeia, tiro as escamas da córnea O sofismo também, nesse mundo das formas Cada verdade se auto procria E o mundo é perverso mano Eu tô aqui dentro, mano Devo ser perverso, mano Somos apenas vírus em propagação Se esse silogismo fosse verdade só minha, só minha? Honey, não sinto seu gosto Gasto rindo do vento Aprecio seu gesto Só que orgulho me consumiu Enquanto a dor cauterizava a dor Eu consumi tudo que me consumia A ignorância matou o amor Mas meu amor, sou ignorante Não permiti ser educado Falo o que penso E como isso pesa não tem escape esse cárcere As vezes liberta minha alma