Lembro minha terra onde fui criado Meu berço adorado não posso esquecer E hoje me acho dele muito ausente Mas meu peito sente um eterno sofrer Já chegou a hora da minha partida Minha despedida eu pretendo dar Adeus meus amigos, meus pais e parentes Nos anos tangentes eu torno a voltar Deixei minha terra sem necessidade Só por ter vontade do mundo conhecer Fui dá um passeio no vasto composto Já saí desposto gozar e sofrer Apertei a mão do meu primeiro amor Senti uma dor em ver ela chorar Deixei de consolo pra ela um lencinho Que eu já tenho o pinho pra me consolar A casa de alpendre as belas cortinas Aquelas meninas a quem tanto amei Foi passando o tempo e mudando os planos Meus 18 anos também lá deixei Que hora tristonha meu Deus de clemência Lembrando a ausência do meu natural Quem é que não sente saudade bastante Vivendo distante do torrão Natal Lembro a casa grande que foi minha escola Aonde a viola primeira afanei E com estes anos que passei ausente Tudo diferente agora encontrei O açude velho de água limpa e doce Também acabou-se foi na correnteza E o paredão que as águas prendia Está sendo hoje em dia um vulcão de tristeza Aquela casinha à beira da estrada Foi minha morada, meu berço, e meu lar Aqueles quintais de flores cheirosas Que dias de rosas, nem posso lembrar Ali fui criado com risos e carinhos No mesmo cantinho papai faleceu Em lugar de rosas, tem uma cruz somente Sinal tristemente de quem já morreu Meu padrinho amigo, Deus o convidou E ele viajou num balão de sono E aquela casa de riso e beleza Hoje mora tristeza em lugar do seu dono E aquela casa de riso e beleza Hoje mora tristeza em lugar do seu dono