Poesia democrática, na prática forma enfática Tática didática, exata igual a matemática Hoje eu entendo, porque eu aprendi a contar Sempre quando eu divido, eu multiplico pra somar Um mais um é igual a dois, isso nunca vai mudar E a raiz do meu quadrado, ninguém pode calcular Treze vezes 22, 48 horas no ar Dezesseis linhas de rima vai formando um quadrangular Dois na ponta, 3 no meio um atacante titular Político, banqueiro, laranja pra articular Quarenta ladrões na gangue do bandido Ali Babá Quarenta milhões na conta de quem mata pra roubar Ponto trinta pra atirar, trinta trinta pra escutar Quatro e vinte no ponteiro é um palito pra incinerar Uma vida pra viver, sete mares pra surfar Cento e vinte bpms num mundo particular Eu vou mostrar pro mundo todo o meu valor Provar que eu também sou merecedor E que unidos nos podemos mais Podemos mais, muito mais Eu vou mostrar pro mundo todo o meu valor Provar que eu também sou merecedor E que unidos nos podemos mais Podemos mais, muito mais Mãos a obra a vida cobra com dispô de sobra Eliminando cada cobra rima se desdobra A dama quando alopra blefa e a pedra alheia assopra Os mano desenrola se brota os homem da frota Não seremos a sobra dessa decomposição é a nossa opinião Na discussão tem que ter o peso de um trovão Nossa cota não é chacota anota, cota anota a nota e nota Quanto mais cocota mais feliz fica o patrão Eu quero é ter sossego e também ter um quilo do bom Cereja no martini e na matina um fino som Do pagodinho de Zeca ao Tropkillaz de Zegon Sabotage, Notorious, BIG, tim e tom Poder fazer um bagulho bom na vida dos pivete O hip hop tá na rua e não na internet Let's go to back pra lembrarmos de 97 Diário de um detento gravado em fita K7 Eu vou mostrar pro mundo todo o meu valor Provar que eu também sou merecedor E que unidos nos podemos mais Podemos mais, muito mais, muito muito mais