Tristemente, Jesus fitando os céus, em prece Vê descer da amplidão o Arcanjo da Agonia Cuja mão luminosa e terna lhe trazia O cálix do amargor, duríssimo e refece Se puderdes, meu Pai, afastai-o!, dizia Mas eis que todo o Azul celígeno estremece E do céu se desprende uma doirada messe De bênçãos aurorais, de Paz e de Alegria Paira em todo o recanto a vibração sonora Do Amor e o Mestre já na sede que o devora De imolar-se por fim nas aras desse Amor Sente a Mão Paternal que o guia na amargura E sublime na fé mais vivida, murmura Que se cumpra no mundo o arbítrio do Senhor!