Por sentir saudade da minha terra E do velho pai que deixei chorando Da casa da esquina onde eu morava Do quintal sem muro estou relembrando Da linda morena da rua três Por quem tantas vezes eu fiquei na fossa Dos meus companheiros do tempo da infância Estou com saudade desta gente nossa. Na estrada da vida que estou caminhando Sou pedra que rola, um senhor ninguém Sou um grão de areia na praia deserta Que a onda de pranto carrega pro alem Eu vivo buscando a felicidade Na realidade só tive amargura Eu sempre derramo meu pranto escondido Chorando, chorando minha desventura. Na minha partida pra grande cidade Ficou entre lagrimas a minha mãezinha Vivo recordando a triste despedida E o sorriso mudo da pobre velhinha. No colo da noite adormeço pensando Por que fui deixar minha terra querida No primeiro avião eu partirei chorando Pra ver minha mãe, a luz da minha vida.