O aprendiz cresceu sem par Desceu a viela de poças E a encontrou na rua vazia Sentada ali, mas tão bonita Que pensou deixo a alva aqui Vitrais enfeitando em cor A capela de Salvador Brilha mais um dia Rumo à abadia, a rotina Até o Sol se pôr Anotações de fé e dor No cenário de cripta e andor Abstenção do próprio corpo Assim tão esforçado Mas ninguém via o outro lado O virar de tanto dia e noite Tanta noite e dia, tantas páginas lidas Inscrições para o mentor Nesta senda desde novo Bastando a mania de fazer Para ser e menos viver O aprendiz cresceu sem par E quando descia a moça A encontrou na rua vazia Sentada ali, mas tão bonita Que pensou deixo a alva aqui E então numa noite o dever chama E uma mesa em vez da cama Caminhando à luz das chamas Dos lampiões na madrugada Quando enfim ela estava ali E o mirava ao partir Ele crescera sem par Mas depois que a viu toda A encontrou na rua vazia No mesmo dia No outro em seguida E pensou num anel de rubi