Pelos caminhos do norte Sempre vão os peregrinos Pois não há maior destino Por entre a vida e a morte Água e vento, bruma e areia Pedras perdidas no mar Onde a Lua, quando cheia Despeja prata no olhar Em cada porto um segredo Em cada monte um farol São guardiões de outro tempo Debaixo do mesmo Sol Velhas lendas marinheiras De amores não permitidos Hoje perdidos na poeira De um mundo já esquecido Há uma Guernika queimando Na alma de todos nós Um quadro em sangue mostrando É o homem seu próprio algoz Nos rumos de Santiago Ao fim da terra conhecida Milagre é o caminho andado Que muitos chamam de vida