Labareda mansa Um adeus na tarde Morre sem alarde Quando a noite cai Cristalizando Contra a luz que some Dor que tem o nome De quem longe vai Lá no rio os remos Sulcam sobre a mágoa Novos rumos n'água Para o pescador Longe na distância Sofre com a espera Quem adeus lhe dera Trêmula de amor O espinhel das horas Entre os dois se estende Dói no adeus que os prende Fisga o coração Quem espera sofre Sofre quem partiu A saudade é um rio Flui na solidão