Não tem quem classifique Se é um beat ou um baque Quando meu coração bate Com compasso de repique Não tem quem identifique Só tem quem fique instigado Ouvindo o byte virado Tocado nas techniques Não tem quem classifique Só quem fique instigado Ouvindo nas techniques O som do byte virado De Holanda à Olinda Da rainha Nzinga Trouxe o baque de Luanda Onde Ganga Zumba ainda vinga Na minha ginga Vinda de antepassados O que somos, o que fomos: Cromossomos remixados Conectados por redes neurais Na era que a internet Faz quilombos digitais Download de ideais Em um P2P semântico A música se sente E a mente dá salto quântico! Quando o futuro Se encontra com o passado O baque é subatômico E o byte fica virado! No céu, toque de trovão Tem som de descarga elétrica Maracatu nação Se mantém na mesma métrica Pra me manter no ritmo Programo em algoritmo O bit bate marcado O baque do byte virado! E kicka alfaia no grave E agogô no agudo Agora, vai quebrar tudo Quando meter subgrave Caixa de guerra no sub Caixa de som com repique Ganzá com efeito de dub Abê no som do sound system Quando o futuro Se encontra com o passado O baque é subatômico E o byte fica virado! Enquanto o ar se desloca Com som de baixa freqüência É quando a gente transforma A forma da resistência Por pura experiência Ciência guia, retorna e informa: Tecnologia amplia O som da minha essência! Ter consciência Que a vida é o meio Que adquire sentido Pra onde vai De onde veio. É desse jeito Que evolução é feita Aí, D2, tá aqui a batida perfeita: MaracaTune.