Contam histórias pelos muros da metrópole Caótica, luxuriosa, desigual, imprópria Cartão postal da alma e memória A cidade em minha pele me cobre como tatuagens e vestes Bem na minha cara precipitam sensações Sentados na calçada, esperando o pôr do Sol Me faz pensar nos testes que aparecem Despertam arrepios na pele e muita febre Próximo do medo há o êxito Saber jogar, manter-se ileso é árduo, mas eu tento Manter-se a par de tudo é desesperador Vale mais fechar os olhos ou pôr a alma a prêmio? Todos sofrem depressões Acordam com um ônibus atropelando os sonhos De baixo do travesseiro Uma oração a caneta e um desejo Que amanhã tudo seja diferente! Meus manos portam pistolas e traficam drogas Outros compram casas e ações na bolsa Clamam por chances, mais instâncias na corte Todos temos em comum: Não ter medo da morte Estou a fechar a diamba com a guita em belo acorde Um salve para os manos de Angola, Palhoça, Fazenda O momento é agora O bounce plantado aqui vai dar flor lá fora Quanto mais eu rezo, menos eu espero Penso que sou louco (é vero) Porra! Deleito na blunt a maconha Suporto a pressão na montanha No espelho dos meus olhos (da cor castanha) Há o reflexo de uma erupção vulcânica Seiva que arromba a pressão momentânea Substância! Ao contrário dos vermes que só excretam arrogâncias