Um poema Que me parecesse com aquele dia Em que você bateu extraordinária Em minha casa no meio da manhã Para me perguntar qual o número Em nossa época Era maior do que o número de desempregados E colocou por cima da mesa o mais azul Entre todos os embrulhos de mercearia Com uns tantos caramelos, duas peras 4 maços de cigarro e brincou Que um estoque de alimentos Era para sempre o seu item predileto Para estes casos de catástrofe E continuou que aquele dia Umas notícias davam Que maior que o número de desempregados Em nossa época era só o número De pessoas infelizes com um emprego E rimos disso até doer o nosso rosto De angústia por certo Como tem sido sempre afinal Mas cúmplices Deitados no centro de um torvelinho Fodendo em um colchão de solteiros Como dois pequenos animais Que se abrigam de uma imensa tempestade Você disse eu arrumaria seus cabelos Mesmo que estivéssemos caindo juntos Do alto de um prédio para que ainda assim Você chegasse bem bonito para as pedras E isto não era sério Mas foi para sempre a melhor coisa Que eu ouvi sobre o cuidado Estávamos mesmo despencando Eram os piores dias da nossa vida Mas deles Este foi sem dúvidas o melhor