Minha alma queimando, meu sangue pulsando, rastejo a dentro do nada Não entendo como me reflito a ponto de sentir tentação na sacada Às vezes minha mente prega contra mim me fazendo sentir submisso E às vezes pessoas que parecem a ponte são na real o precipício Início, indício, sensação de evidência e culpa Quanto mais eu me sinto mais sóbrio Mais a minha alma se sente mais suja É tanto libido, é tanta ansiedade presas de tempos atrás Mas eu sei que isso é foda, aguentar certos vícios mesmo não sentindo incapaz Voltando atrás, solidão que nunca compensa Me tranquei dentro da minha cabeça Achando que era amigo da minha consciência Falhei na insistência Depois de tanto tempo trancado Me olhei no espelho crisando existência Achando que o certo eu tinha feito errado Mas nada é errado Tive que aprender com meus próprios demônios Que não me deixavam de lado comigo embriagado ou destruindo os meus sonhos Na real nem tudo é um game que você romantiza como se fosse um jogo Vou jogar todas essas cartas na mesa, sem nenhum receio e vou meter fogo Eu não quero me olhar no futuro e ter tido uma vida que teve um preço Quero minha mina do lado, os parceiro que eu amo e a satisfação que eu mereço Não esqueço minhas mãos machucadas no meio de sacos de vidros quebrados Por mais que um dia eu me livre de todos meus grandes pecados Entenda o próprio paradoxo e os distúrbios que te alucina Compareça ao seu próprio velório pra te ver jogarem rosas toxina Cavei a minha própria cova chamando o próprio demônio de linda Mas me toquei que atrás de maquiagem tinha uma puta vadia assassina Eu furei os meus olhos da nuca pra nunca mais ter que olhar pro passado Eu fugi de uma sina maluca enrolada de branco e vestido amassado Eu pintei o meu quadro de preto e decidi que ia cantar o que eu sinto Tô escrevendo esse som às quatro, caderno na mão e o litro de absinto