Aqui eu sou bem mais perto do rio do qual o nome já não me preocupa mais Mas parece ser sempre a mesma gente que tropeça indecisa à minha frente Umas bem mais que as outras, às vezes custa a anoitecer O duro é que lá e cá a vida segue: corte seco, tão bonito que até dói De repente vem: a saudade aperta a alma e a garganta se apequena E até o escritor daqui se pergunta se vale mesmo a pena o farto vazio que se sente 25 de abril é uma semana do aniversário do meu pai 25 de março é quase o fim do mês 12 de outubro já é perto de casa e do dia de minha mãe E foi preciso viver o inverno pra eu entender o verão Não são maus e nem são meus os versos do menor dos poetas Que cantou até morrer que tudo passará Logo eu pensei em falso e quase fui ao não Mas depois de sentir frio até que gosto do verão