Sentindo o cheiro de mato Fui criado no sertão Contemplando a natureza Desfrutando das riquezas nas margens do ribeirão De manhã o nascer do sol Vem brilhando atrás dos montes O cantar dos passarinhos Que voavam de mansinho enfeitando o horizonte Antes do romper do aurora Ali todos reuniam Debaixo do pé de amora Vovô tocava viola E alegres todos ouviam À noite o presente de Deus La no alto aparecia Estrelinhas reluzentes e a lua onipotente Molduras no céu fazia Hoje só resta imagens de toda a minha infância Momentos do meu passado E hoje trago guardado nas gavetas da lembrança No peito ficou saudade Na mente recordação Esse meu jeito caipira Que muito tempo me inspira Eu trago de geração