Naquela velha estradinha Pra lá daquele matinho Existe um campo florido Berçário dos passarinhos Depois que passa o areião E atravessa o Corguinho A estrada morre na porta Do meu querido ranchinho Onde vive minha amada E meus queridos filhinhos O lugar é um deserto Por perto não tem vizinho Mas Deus está sempre presente E não me deixa sozinho Me sinto um pequeno rei Naquele rico cantinho Com minha mulher amada Nós vivemos de carinho Ela me chama de amor Chamo ela de benzinho Vou vendo o tempo passar Meus filhos já estão mocinhos Eu já passei dos cinquenta Mas não me sinto velhinho A mulher tem as mãos santas E faz tudo direitinho O jardim que ela cuida O ano inteiro é verdinho Ela é minha roseira Que dá flor sem ter espinho Sou de pequena estatura Não sou gordo e nem magrinho A mulher é prestimosa Gosta de tudo certinho Nossos móveis são grosseiros Mas é bem arrumadinho Minhas roupas tem remendo Mas ando sempre limpinho É muita felicidade Pra um homem pequenininho