Vem, meu irmão, deitado não vê Se caiu, sacode a poeira! Sai dessa prisão, não seja um refém Solta esse rojão na estradeira! Só pra ver outra vez nascer teu som Só pra ser teu pão e achar teu vão Só pra ver o que vem depois da dor Ecos de amém vão tão bem nos muros da cor Quem pode dizer que não se incendiou? E quem vai dizer que não se estraçalhou? E daí que a curva só te desviou? Vida seca a fonte, mas não mata o amor Lançar clarão, fazer o chão tremer Pro teu santo bom chegar Desilusão só quer o não, vai ver Toda luz espera te encontrar Sem dor