Tenho hoje descoberto aparência onde há pouco só via essência de amor Que obscura transparência consegue ocultar o horror Com qual cegueira acintosa cobri meus olhos à flor Tenho hoje compreendido que o nada é nada de fato Quer o nada não gera o ato a não ser o desacato de ser mero artefato Que me exila em ultimato ao desprezo do maltrato E assim se cospe no prato e é nada essa ingratidão Invisível no retrato e morta em meu coração