Pra cuidar da sua filha uma pobre mãezinha Trabalhava no pesado dava tudo o que tinha Por ela não ter estudo enfrentava o que vinha Lavava roupa e passava quase a noite inteirinha Era ela mãe solteira no mundo estava sozinha Alguém lhe jurou amor enganando a pobrezinha Apesar de viver só ela nunca saiu da linha Só tinha no pensamento estudar sua filhinha. Tudo se passou depressa igual a onda na areia Sua filha ficou grande, seu pensamento vagueia Falou pra sua filhinha um dia na hora da ceia Tenho raiva de sua cara, você é uma velha feia. Eu sou grande, eu sou livre, o meu peito agora anseia Vou sair da sua casa, vou viver em casa alheia Eu não sou da sua marca pra ficar aqui na peia Tenho nojo do seu sangue que corre em minhas veias. Ela foi embora deixando sua mãe entristecida Andando em má companhia, se tornou uma perdida Um dia num acidente ficou na rua caída Foi levada a um hospital pra ser urgente socorrida Por perder bastante sangue ela estava desfalecida Neste instante uma mulher foi entrando mal vestida Eu quero doar meu sangue pra salvar aquela vida Nem o médico sabia que era sua filha querida. Depois de doar seu sangue a mulher desapareceu Soluçando muito riste ninguém a reconheceu Cinco dias se passaram veja o que aconteceu Ela foi encontrada morta mais um bilhete escreveu Com nome de sua filha de quem nunca ela esqueceu Seu coração de mãe não agüentou, ela morreu No bilhete estava escrito: Filhinha fiquem com Deus Não se esqueça que em suas veias corre o sangue que era meu.