Em meu apartamento sozinho fechado Eu tenho chorado sofrendo demais Desde da-quele dia da cruel partida Amarga despedida, não esqueço mais Uma carta escrita sob o travesseiro Gesto traiçoeiro marca da traição Que deixa sua vítima Nos escombros da vida E foge sem piedade, qual bala perdida Estilhaços do ódio que mata a paixão Amor traiçoeiro onde estás agora Minh'alma te implora meu soro da vida Minha nuvem negra, minha dor eterna Onde é a caverna que estás escondida Venha visitar me doce menina Me aplique a forfina em seu beijo sereno Seu corpo é o remédio, para os meus dias fatídicos Meu soro ofídico vem do seu veneno Me encontro abeira do abismo profundo Deixando este mundo, deixando esta dor Me mande um recado trazendo esperanças Ou me atire a lança que mata este amor Eu sei que na vida, ninguém é de ninguém Todos tem o direito de ir ou de ficar Ninguém é obrigado a viver com alguém Não sentindo amor, sem gostar e sem amar