Aquele buquê de flores que lhe ofertei com carinho Roubei das verdes campinas escondido dos passarinhos Você jogou com desprezo beirando aquele caminho Eu banhei todas de pranto quando ali chorei sozinho. Não sei se foi do meu pranto ou da neblina caída Em pouco tempo a semente daquelas flores sem vida Da terra brotou viçosa e hoje é muito conhecida Aquele pé de camélia beirando a estrada florida. Quando casar-se com outro peço que seja enfeitada Sua grinalda de noiva com as flores brancas da estrada As mesmas flores que um dia por você foram desprezadas E reviveu da saudade no caminho abandonadas Não colha todas as flores que encontrar desabrochada Deixa pra mim um pouquinho das camélias perfumadas Quando eu deixar essa vida peço que seja enfeitada A lousa fria da campa de minha eterna morada.