Estou cansado desta super-produção De governantes se ofertando com a população De tanta ameba convivendo em nosso meio Sem pensar e sem falar sequer seu nome feio Qual é a minha identidade cultural? A ignorância é reluzente na cabeça Indo e vindo, insistente e mente Disfarçando o seu prazer desrespeitando tanta gente Mas, com você encontro a solução Seu sorriso me desmonta e eu respondo com o coração E fico cada vez mais sério neste mundo conversado Desgastado e conversando sobre o mundo Tudo reage, tudo reza, tudo rege a planta da cultura Rag é trapo na linguagem de toda a criatura que enxerga tudo De quem quer de tudo, de quem quer saber viver Cultura brasileira Eu faço parte integrante e não estou de bobeira O que faz mal é atitude canibal Correndo atrás de sua presa certeira Corpos enigmáticos com seus pensamentos antropofágicos Persuadindo e poluindo as mentes Se o mercado vende a carne boa, clara ou escura A carne de bunda não se come e nem se fura Neste país de sem dentes descendentes de qualquer ideologia Querem mais, muito mais do que lamber um filezinho Um gostinho da sociologia – qual é a moral? Filosofia é pensar, reclamar, pronunciar Denunciar, ejacular e dominar Sem, ao menos estudar Não se conseguem elementos essenciais Para se conquistar qualquer lugar Do leviatã ao estado de sítio - de internet eu me refiro Se não conectar, eu paro Pois nele, eu falo sem dizer e digo sem falar Eu posso tudo fazer – virtualmente eu tenho o poder Estou na avenida Ipiranga, atravessando A sanga ou cruzando a central Soube de um grito que há tempo libertou ou enforcou Todos os bixos de um Brasil legal Andando com ou sem viseiras, sempre pra frente Avenida Bento Gonçalves, das Américas, Paulista De tanta gente querendo um ícone populista Idéia sulista, nortista? Todo o ser quer ter seu ponto de vista centralista