No meu quarto trancado em um estado nostálgico Só tenho a fé e uma vela ao lado Me prendo nisso temendo um fim trágico A lua é linda, mas hoje o céu tá nublado Estrelas somem, crianças param de sorrir Tenho a convicção que estou preste a cair Mas não me entrego e nem penso em seguir O karma é meu e eu não posso dividir Eu já pensei no que fiz e que faço Atitudes que tomei que me levaram ao fracasso Logo reflito de cabeça baixa meu passado Não me conformo, mas sei que é justificado Todo esse tempo da minha vida desperdiçado E nessa trilha perdida eu vejo cada passo Tipo um quebra cabeça que foi desmontado E muita peça que ficou perdida no espaço A minha alma faz um desabafo Mostrando que o mundo só tinha me enganado E na parede observo o antigo retrato O vento sopra, a vela apaga e eu sinto um colapso O tempo é frio e eu to desesperado Olho pro céu e ele continua nublado E cai chuva e só piora o meu estado Eu já gritei tanto e ninguém tem escutado No meu espelho vejo vários semblantes cansados Com impressão que querem deixar um recado Não tenho medo, muito menos o corpo fechado Se for o fim: Espera ajoelhado Enquanto rezo peço para não ser um presságio E que seja só coisa do meu imaginário Em transição interna eu vejo tudo acordado Pior que pesadelo, eu to alucinado Sem compaixão nos corações, vejo milhões Vagando sem direção em multidões Em poço de escuridão, eu busco luz Aonde tem amor a fé que me conduz Sem compaixão nos corações, vejo milhões Vagando sem direção em multidões Em poço de escuridão, eu busco luz Aonde tem amor a fé que me conduz Na minha mente são várias lembranças De meu avô e de toda minha infância Mas sinto sua presença mesmo com essa ausência A vida sem você aqui faz tanta diferença Inerte, olhar frio, eu creio em Deus e peço clemência Pois compaixão nos corações tão em inexistência Psicoativo confisco rabisco da minha mente Vou transcrevendo essa sensação diferente No papel meu limite é o céu Saudade arde e descreve um destino cruel Fiquei de canto e taxado como réu Provei meu pranto com amargo sabor de fel Abandonado, meio apático levei meu fardo Desenganado, nesse quarto em um estado estático Fiquei quando eu fui informado Não acreditei, mas meu mano tinha se suicidado Enclausurado, nunca me sentir pior Escuto acordes de piano em tom menor Na noite vem a insônia que me consome Traz aflições como já é de costume A solidão da depressão ninguém tá imune A sensação de estar perdido sem plenitude Encontrou a insensatez do meu lado rude Afogado em puro ego nem fiz o que pude Dias frios é um presságio de inverno insano A vida é um ciclo e sem limite estamos Acredite em si e siga em frente mano Infinitamente sempre tente mano Com fé, além do horizonte enxergamos Independente de religião, vamos Mais compaixão é tudo que precisamos Nesse mundão onde os corações tão esfriando Sem compaixão nos corações, vejo milhões Vagando sem direção em multidões Em poço de escuridão, eu busco luz Aonde tem amor a fé que me conduz Sem compaixão nos corações, vejo milhões Vagando sem direção em multidões Em poço de escuridão, eu busco luz Aonde tem amor a fé que me conduz