Pedro dos Santos vivia no Morro do Pedregulho Quebrando boteco, fazendo barulho Até com a própria polícia brigou Vivia do jogo e quando perdia só mesmo muamba Rasgava pandeiro, acabava com o samba Parece mentira, Pedro endireitou. Estelinha, orgulho do morro, mulher disputada Que quando ia ao samba saía pancada Ao Pedro dos Santos deu seu grande amor E ele trocou o revólver que usava, fingindo embrulho Por uma marmita e sobe o Pedregulho De noite, cansado do seu batedor.