Fui nascido no interior Família de gente nobre O meu pai é fazendeiro Caboclo cheio do cobre Neste mundo misterioso Sempre existe alguns poréns A intenção do fazendeiro Era gastar o dinheiro Pra não deixar pra ninguém Os filhos foram crescendo Cada vez mais revoltados O velho gastando à toa Tudo que tinha ganhado Herança que recebeu Até mesmo da esposa Sempre metido a machão Vivia o fazendeirão Nos braços das mariposas E os tempos foi passando Veio os primeiros fracassos Quem foi dono de boiada Hoje não pode com o laço Seus cavalos puro sangue Relembrando ele sonha Sempre culpando o destino Sendo contra eu opino Foi só falta de vergonha Os filhos todos casaram E ele no mesmo caminho A sua esposa sofrida Vive adorando os netinhos Até mesmo a sociedade Deixou ele sem abrigo Todos tratam com desdém Aquele homem de bens Hoje não tem mais amigos Transformou tudo em nada Seu orgulho e nobreza Pra aquele fazendeirão Hoje só resta pobreza Deus ajuda quem merece Mas castiga quando erra Da doutrina celestial Quando se pratica o mal Paga aqui mesmo na Terra