Quão dispersos pesadelos É sombrio o desespero Ignóbil persistência Nos levando a demência Tantos relapsos vãos a rever Quantos diálogos vão perecer Quando as galáxias irão coagir E a impertinência banir Que venha a luz como o sol nasce Que as negras flores desabrochem Que as estrelas do céu caiam Para me fazer sorrir Que as vendas saiam dos meus olhos cegos E as cores se invertam em meus aposentos Que a profanação se esvaeça a esmo É tão escuro no âmbito da alma Me faz pensar Até quando nessa jaula? Quando é que eu vou acordar?