Diz-me o que em palavras não sei ver Vejo nos teus olhos sem te saber E os dias viram noites sem dormir Tiram-te a vontade de sorrir Andas às voltas sem um rumo de ti Olha à tua volta Volta E volta pra mim Olha à tua volta E volta pra ti Se a vida vai torta Volta Não é o fim Tu foste atrás dum sonho de malas feitas Sem ter garantias e à procura dum abrigo E procuraste paz só pra encontrar desfeitas Que te deram noutras vidas com sombras de amores antigos Deixaste a segurança do teu teto Pra correr sem amparo à chuva e a céu aberto E tudo pra agarrar o que era incerto Mas não se dá pérolas aos porcos quando se trata de afeto E amor com amor se paga Eu tô aqui mesmo quando o teu chão desaba E quando as mágoas não se calam em ti Olha pra ti, porque os teus atos falam por si Olha à tua volta Volta E volta pra mim Olha à tua volta E volta pra ti Se a vida vai torta Volta Não é o fim Agora vês a tua vida em escombros Mas nunca te entregues aos demónios que te assombram Carregas esse peso nos teus ombros Mas tu nunca deixes que os teus valores se corrompam E já não importa Deixa o tempo te dizer Se perdoar é divino Faz as pazes contigo Para ajustares as tuas contas com o destino Olha à tua volta Volta E volta pra mim Olha à tua volta E volta pra ti Se a vida vai torta Volta Não é o fim Olha à tua volta Volta E volta pra mim Olha à tua volta E volta pra ti Se a vida vai torta Volta Não é o fim