Desde novo que foi habituado a lutar pelo que sonho Que fui ensinado a ver ajuda como ouro E a ter amor ao próximo Por mais que o próximo não tenha amor ao outro Porque eu prefiro ser a voz de quem sofre em silêncio A voz de quem já viu familiares partirem antes do tempo A voz que encoraja o medo De quem não se afirma por ter desistido demasiado cedo da vida Assim não dá eu sei, assim não dá Mas eu não tenho pena d'ontem nem medo do amanhã, juro Não tenho mão no futuro mas se for pior do que isto Lamento-me enquanto luto nunca o oposto disso Todos temos um propósito e eu sei o meu Fazer música p'ra quem me ouve e encontrar o seu Eu sei que a minha mãe queria um filho doutorado Até saber das vidas que as minhas letras têm ajudado Ouve sempre vivi com menos do que queria Mas nunca invejei alguém por viver com mais do que eu tinha Irra enquanto crescia, aprendi enquanto vivia Melhorei com o tempo e nunca com o medo do que se avizinha, porque A noite vem mas o sol nasce no dia seguinte E com ele uma nova oportunidade sorri-te Assim não dá para viver eu sei Mas convém preparares-te para quando isso acontecer Assim não dá para viver não, não dá Não dá para viver não, não dá Não dá para viver não Assim não dá Assim não dá para viver não, não dá Não dá para viver não, não dá Não dá para viver não Assim não dá Oh, oh Oh, oh Oh, oh Oh, oh Oh, oh Oh, oh Na terra poucos espaços verdes abundam Mercedes E fidelidade só às redes 24 meses Compre agora e pague depois 24 vezes Bons fregueses portugueses, gémeos siameses Compramos o que não precisamos com o que não temos Falamos do mal dos outros, o nosso escondemos Compramos telemóveis com as prestações de imóveis Vendemos telemóveis para alimentar automóveis Isto é um ciclo vicioso p'ra um ser-humano ansioso No abismo, a um passo do colapso do sistema nervoso Mais um filho a caminho, mulher no fim do tempo Desempregado, ultimo mês de rendimento No mínimo é ridículo nem acabaste o ciclo E tudo fruto da má influencia desse círculo Segura o teu veiculo não percas o control Não te encostes ao murro aí não te vejo de fumo ao sol Assim não dá para viver não, não dá Não dá para viver não, não dá Não dá para viver não Assim não dá Assim não dá para viver não, não dá Não dá para viver não, não dá Não dá para viver não Assim não dá Oh, oh Oh, oh Oh, oh Oh, oh Oh, oh Oh, oh