Jean Bertola

Le Vieux Normand

Jean Bertola


Depuis que je commence à faire de vieux os
Avide de conseils, souvent un jouvenceau
Me demande la marche à suivre et s'il est bon
D'aller par-ci, par-là, scrupuleux je réponds

Crosse en l'air ou bien fleur au fusil
C'est à toi d'en décider, choisis!
A toi seul de trancher s'il vaut mieux
Dire amen ou merde à Dieu

Et le brave petit blâme ma position
M'accuse de danser la valse hésitation
Cet âge exècre l'attitude des Normands
Les seuls à lui parler en fait honnêtement

Facile d'entraîner de jeunes innocents!
Puisqu'il est interdit d'interdire à présent
Lors, en bonne justice, il est déconseillé
De donner des conseils, surtout s'ils sont payés

A gauche, à droite, au centre ou alors à l'écart
Je ne puis t'indiquer où tu dois aller, car
Moi le fil d'Ariane me fait un peu peur
Et je ne m'en sers plus que pour couper le beurre

Quand tous les rois Pétaud crient: Viv' la république
Que Mort aux vaches même est un slogan de flic
Que l'on parle de paix le cul sur des canons
Bienheureux celui qui s'y retrouve, moi non!

La vérité d'ailleurs flotte au gré des saisons
Tout fier dans son sillage, on part, on a raison
Mais au cours du voyage, elle a viré de bord
Elle a changé de cap, on arrive: On a tort

Desde que meus ossos começaram a envelhecer
Ávido de conselhos, frequentemente, um jovenzinho
Me pergunta qual caminho seguir e se é melhor
Ir por aqui, por ali, escrupuloso, respondo

Coronha para o ar ou, então, flor no fuzil
Cabe a você decidir, escolha!
Só a você cabe resolver se é preferível
Dizer amém ou merda a Deus

E o bom mocinho censura minha posição
Acusa-me de dançar a valsa da hesitação
Essa idade abomina a atitude dos normandos
Os únicos a lhe falarem, de fato, honestamente

É fácil arrastar jovens inocentes!
Já que é proibido proibir, no presente
Então, com toda justiça, é desaconselhável
Dar conselhos, principalmente, se são pagos

À esquerda, à direita, no centro ou, então, a distância
Não posso lhe indicar aonde você deve ir, pois
O fio de Ariadne me dá um pouco de medo
E só me sirvo dele agora para cortar manteiga

Quando todos os reis Momos gritam: Viva a República!
Morte aos gambés, é até slogan de milico
E se fala de paz com a bunda sentada em canhões
Feliz quem pode situar-se nisso tudo, eu não

A verdade, aliás, flutua ao sabor das estações
Orgulhosos no nosso trilho, ao partir, temos razão
Mas, durante a viagem, ela mudou de rumo
Ela tomou novo caminho, chegamos: Estamos errados