Lá na fazenda, uma cabocla bem bonita Andava louca pra casar com ‘seu’ Julita Mas o pai dela veio a mim se aconselhar Se ele deixa a fia se casar Eu sei que as moças quando pensam em casamento Fazem as coisas mesmo até sem cabimento Aconselhei que ele devia consentir Pois nessa altura ela podia escapulir Por isso mesmo foi que eu disse que fizesse Que quisesse essa tolice, que jurasse de deixar Ela querendo, bem dizendo, foi fazendo Tapeando e namorando E acabou por se casar Bem bão, bem bão, bem bão O seu Julita já não fica solteirão Bem bão, bem bão, bem bão O seu Julita já não fica solteirão Havia um moço lá no sitio Jaguarão Que tinha o gosto de se fazer de valentão Ia correndo toda noite pra cidade E machucava muita gente por maldade Ele pra mim veio uma noite se aprumando Eu sou de circo, fui depressa me ajeitando Mandei-lhe os pés bem na caixa do presunto Por um nadinha que o valente era defunto Esse danado me deixou atrapaiado Pelo júri fui julgado Fiz três meses de prisão Mas desse dia que o valente impertinente Nunca mais bateu na gente Nunca mais foi Lampião Bem bão, bem bão, bem bão Lá foi-se a caixa desse tal de valentão Bem bão, bem bão, bem bão Lá foi-se a caixa desse tal de valentão Não é que a encrenca tá ficando atrapaiada Eu vejo as coisas mas não posso fazer nada É que os mineiros estão com toda a pretensão Que vão ganhar de qualquer jeito as eleição O cavanhaque que é um veiote sacudido Deu três pinotes de cabrito aborrecido Telegrafou pra tudo que é governador E depois disso deu risada e sossegou É que os mineiros arranjaram pouca gente Foi somente o Rio Grande, que tá contente com o Totó O ‘Cavanhaque’ tem Bahia, Pernambuco Tem São Paulo, Mato Grosso, Curitiba e Maceió Bem bão, bem bão, bem bão O seu Julinho vai ganhar as eleição Bem bão, bem bão, bem bão O seu Julinho vai ganhar as eleição