Eu gosto de beber, beber até entortar Tropeço na mureta, e fico a gargalhar Rolo pela grama, mais bêbado que um mendigo Quando tento ficar de pé, caio no chão rindo Quando fecho os olhos, vejo o mundo a rodar A tontura bate, e começo a me golfar Logo a poça se forma, parece uma sopa Tem arroz com feijão, batido no leite moça Com a roupa suja, mais zuado que um fauno Tento pegar o cigarro, que esqueci em São Paulo Chuto uma latinha, caio pra trás Quase quebro um banquinho, numa barraquinha no Braz A pior parte, é voltar pra casa Ando em diagonal, maldita cachaça No dia seguinte, não lembro de nada Só o que sei, é que to de ressaca A bebida é engraçada, isso é um fato Me faz até mijar, em cima de um gato Hoje eu prometi, vou parar de beber Mas na próxima noite, to na praça a beber