É tão comum só ser mais um No meio dessa multidão Ta tão normal, achar que o mal Agora é dono da razão Somos assim, portas pro fim Apenas sombras nada mais O mundo mente e nada sente Se a gente é gente ou tanto faz Quem pode mais e nada faz Dorme tranquilo em seu poder Não vê na noite, sob açoite Uma história perecer Vender jornal é capital Pra quem não sente a mesma dor O olhar sem brilho da maldade Vai assistindo a humanidade pisotear no amor Somos um degrau na escada Um apoio pros seus passos Do alto do seu sucesso, nuca vê nosso fracasso Só somos um, um número comum Riscado da tabela, sem valor algum