Na quebra da esquina Um cego encontra os olhos Das praças na palma da mão Eu corro cada cena Com o meu trocar de pernas Seu nome riscando a visão Arrisco a rua da tua casa O inverno sobre os ombros passa O meu olhar no vão das portas Onde você mora? A gravidade nos afoga A engrenagem engole as horas O seu espaço em mim mesmo Ocupa um terço do avesso Nos pares de grades do quarteirão Em noites mortas Vestindo minha ilusão Você volta O seu espaço em mim mesmo Ocupa um terço do avesso A engrenagem engole as horas Onde você mora O seu espaço em mim mesmo Ocupa um terço do avesso No meu olhar no vão das portas Quem sabe você volta