Ainda lembro do sangue dos galileus Que, por ódio, misturei aos sacrifícios seus Será minha sina matá-los? Serei eu algum Deus? Terei eu nas mãos poder sobre a vida dos seus? Por que não o julgam vós mesmos? Por que não o isentam de tal? Trazemos a ti, Pilatos, Ilustre senhor Alguém que com certeza é inimigo teu Este homem malfeitor Subverte a nossa nação Proibindo tributo a Cesar Dizendo que é o Cristo Rei O Messias filho de Davi Alvoroçando um povo bom Toda a Judeia Da Galileia até aqui! Se é Galileu Não compete a mim o destino desse pobre homem decidir Levem-no daqui a Herodes A velha raposa haverá de julgá-lo Quem sabe até queira libertá-lo! Pois mal algum nesse homem senti Salve Herodes, ilustre senhor Trazemos a ti, a mando de Pilatos, este homem que com Seus ensino cruéis afastam o povo da verdade, do real Dizem até que faz milagres Mas certamente vem da parte do diabo É a personificação do mal