Chapéu de “paia” trançado com jerivá E um chiripá tecido de lã de alpaca Um bom tordilho de laçar touro em perau E um balandrau tapando o cabo da faca Um charque gordo forrando o dorso do basto Canha pra o gasto pendurada numa guampa Vão na garupa panela, trempe e cambona E a lona de cotunina pra “sombreá” onde se acampa É um tebano do tempo da “lei do borge” É um “são jorge” que restou dos ancestrais É um torena pra atirar com boleadeira É uma bandeira mastreada por ideais É um índio taura criado em beira de mato É um vaqueano conhecedor dos perigos Nas suas faces as marcas brabas do tempo Ao trote lento, com rudes gestos de amigo É um “biriva” mesclado com algum “tapuia” Tem com de cuia, melena farta trançada A barba grande, branquicenta pelos anos Cimbrando anseios pra sua alma cansada