Os rios vão de vencida As pedras ficam no fundo A água é que move essa vida A vida é que move esse mundo Desde a gota que batiza Até a lágrima do fim A gente se realiza Entre o que é bom e é ruim Choro de teima é pirraça Cama de orvalho é chapéu Água que queima é cachaça Chuva que cai vem do céu bênção que jorra da bica Das mãos de Iara e Oxum, Oxum Que Oxalá purifica É nosso bem mais comum As nossa vidas e vilas Nem sempre tranquilas cresceram ao redor Dos cursos de uma nascente Que puxa a corrente de um rio de amor Se a memória não escapa Nas ondas que vão e que vem Até os arcos da Lapa Rolaram água também No tempo do Imperador Houve alguém que lançou O maior desafio A engenharia propôs E depois construiu O sonhado desvio E a cada novo poder Foi se alargando o favor Que fez o povo sofrer Quase morrer de calor Sábio é quem acredita No que é melhor para si Sou Tubarão de Mesquita O meu lugar é aqui