Ronca uma gaita num surungo abagualado, Floreando encanto de algum fandango fronteiro.... Que é desse jeito que a peonada já se assanha Pra arrastá a bota num bailongo bem campeiro! Vem o chibeiro... o domador... vem o balseiro... O carreteiro... a "percantada"... e o plantador... É o mundo "crudo" se irmanando neste tranco, Que eu não sou santo, e neste embalo eu também vô!!! ...e dê-lhe xixo, na bailanta missioneira, Onde as "pinguancha", retrechando no salão, Mexem os "mondongo", rebolcando a noite inteira, Nesta vaneira, bem na moda do pontão!!! Que o chão batido, do galpão de dois cupiar - de costaneira, coberto de santa-fé - É o velho templo onde o rio grande se ajoelha Nesta vaneira de fazê perdê os "chulé"! E a siá chinóca, estralando os "mocotó", Levanta o pó num tranco "véio" que repuxa... Neste compasso dança inté quem tá de luto... Que é xixo bruto... não tem coisa mais gaúcha!!! ...e dê-lhe xixo, nesta farroma gaúcha, Onde a indiada, tapada de polvadeira, Mexem os "pelego", pateando saibro socado, Nesta veneira, bem na moda missioneira!