O samba nasceu numa ilha, Cresceu na família, Sofreu no escuro daqueles porões. Desceu numa lágrima negra, Espalhou nos quilombos Aquela alegria que brota em grotões. Samba tem, Crioulo da baixada, tem O coco de embolada, tem Loirinha bronzeada, tem Marginal, daqueles do planalto central Daqueles trombadinhas, tem Que pulam em seu quintal. O samba de bamba poesia, Irmão da boemia, Alimenta e sacia a nobres e plebeus. Cantou das janelas da vida, A simplicidade e a felicidade Desses filhos teus. Samba traz, O povo pra avenida, vem E deixa que teu corpo vai, Num gostoso cai, não cai. Escultural, como beleza sensual, Faz de conta que se foi e vem, Num amor de carnaval.