Oh, Senhor! Nada há que quebre Em meu cérebro essa tétrica ideia Nem que apague me na veia Essa extraordinária febre?! Nem sei o que tenho, triste Sem luz, sem crença, sem calma Pressinto que na minha alma Um grande mistério existe Às vezes sublime cresce De meu peito na negrura A luz da crença E murmura Meu lábio as dulias da prece Às vezes rija titânica Me verga a vertigem e rouca Ri e chora me na boca Uma gargalhada Satânica Às vezes da Soledade Nas frias névoas se embuça Minha alma e flébil soluça Sobre o seio da saudade