É preciso que venha de longe Do vento mais antigo ou da morte É preciso que venha impreciso Inesperado como a rosa ou como riso O poema é inecessario É preciso que ferido de amor Entre pombos ou nas mansas colinas Que o ódio afaga ele venha Sob o latego da insônia Morto e preservado E então desperta para o rito da forma Lúcida tranquila Senhor do duplo reino Coroado de sois e luas