A liberdade é uma ameaça À liberdade de comprar A propaganda que embriaga Teus sentidos e coloca uma mordaça A tua boca quer gritar Mas ao teu lado faltam ouvidos Ninguém se importa em escutar Os teus lamentos esquecidos e a vontade de lutar Nesse jogo mortal Onde todos somos feras Sequestrados e vendidos no mercado formal Amarrados aos desejos de uma vida efêmera Escolha sua vitrine Onde está o produto a cada eleição A mentira que cativa, ilusão suicida O cativeiro é uma urna em forma de televisão Os olhos vendados andando no escuro Recitando o salmo, não enxergo a um palmo Síndrome de Estocolmo Sequestrados os sonhos O cartão de crédito fecha o cadeado Os desejos mesquinhos capturam o futuro O sistema obscuro desconstrói o passado Falsa liberdade de escolhas Cada passo vigiado pelo grande irmão Liberdade presumida garantida em mil folhas Nesse jogo de mentiras e ilusão Os olhos vendados andando no escuro Recitando o salmo, não enxergo a um palmo Síndrome de Estocolmo