Todo o começo tem um fim Em cada não existe um sim Toda a história tem uma morte E essa morte é sempre em vão Nossas vidas estão perdidas Por aí, em algum lugar Eu só não sei aonde E o que nos resta é esperar Fatos normais, coisas do dia-a-dia Nossos filhos nas ruas, em alguma esquina Cheirando cola ou atrás de bala em algum farol Pedindo esmola, viciados em cocaína Roubando senhoras que fazem compras à luz do Sol Já é noite, e o que eu vejo na TV? É mais uma chacina em alguma favela Mas só o que importa é a novela Que conta uma história amarela Fatos normais, coisas do dia-a-dia Nossa vida contada em números Nossa vida contada em estatísticas Vidas sem nexo, em retrocesso No fundo, nós andamos para trás Quantos morreram nesse final de semana? Quantos morreram nesse final de semana? Fatos normais, coisas do dia-a-dia