Aqui e acolá, solta o baião no chão O feijão no fogão, o arroz a ferver Só pra ser misturado no queijo coalho Do fogo brando do cozer Um dedo de amor e alho pra fritar Coentro pra cheirar, sal não pode esquecer Só pra se derreter em sua boca molhada No gozo lento do comer E aí lhe abro os braços, me faço mãe de Deus Desmancho o seu cansaço e aconchego ao peito meu E os gritos lá fora não chegam nem perto de te acordar ô Aqui e acolá, o tacho cai ao chão O fumo sai das venta, o pé vai no portão Só pra ser temperado no caldo entornado Do fogo alto do viver Servidos com ardor, beijos pra caldear Deixa o baião rolar e o corpo se aquecer Só pra ser comprovado no jeito safado Do louco fogo do querer